29 de abril de 2014

"Morrendo e Aprendendo" (Heart and Souls) - 1993


Distribuidor: Universal Pictures do Brasil | Gênero: Comédia | Duração: 104 minutos | Ano: 1993

Sinopse:
"Harrison, Penny, Julia e Milo morrem prematuramente devido a um acidente com o ônibus no qual trafegavam. Deixando diversos problemas pendentes em suas vidas, os quatro ficam presos na Terra até que consigam deixar tudo em ordem. Para sua sorte, no instante do acidente nascia o bebê Thomas, a quem ficam estranhamente conectados. Thomas, agora um adulto (Robert Downey Jr.) começa a ser atormentado pelos fantasmas, que insistem em pedir sua ajuda. Inicialmente contrariado e confuso, ele aos poucos vai concordando em colaborar com o drama dos falecidos. Comédia mágica, divertida e emocionante."

Acho que vocês ainda não sabem, mas sou viciada adoro Robert Downey Jr. e tenho quase todos os filmes dele. Ainda não consegui achar todos, mas já encontrei 51 deles e dentre eles está "Heart and Souls".

Perguntei a uma amiga, também viciada em Robert, qual filme eu poderia assistir que não me fizesse chorar, já que estava numa fase muito sensível, e ela me indicou "Heart and Souls" dizendo que era um filme "Hilário", que eu iria "rir do começo ao fim". Aceitei a indicação, acessei minha pasta e coloquei o filme pra rodar.

Chorei dos vinte minutos até o FIM do filme.

Parece até brincadeira, mas quando se trata de Robert eu sou muito sentimental, como se o que acontece no filme, atingisse de verdade o Robert e não seu personagem.

Aos vinte minutos de filme, Harrison, Penny, Julia e Milo resolvem, após uma longa conversa, parar de aparecer para o pequenino Thomas que está enfrentando diversos problemas por causa dos seus "Amigos Invisíveis" e foi a partir daí que eu comecei a chorar sem parar. Pra mim, era como se ROBERT estivesse sendo abandonado. Sim, eu sou bem boba!

Então, o filme pula para Thomas já adulto, responsável e com uma linda namorada. Mas, o que Harrison, Penny, Julia e Milo não sabiam, era que eles estavam ligados a Thomas para resolverem problemas do seu passado e, para isso, precisam do corpo de Thomas. A partir daí eles começam uma saga para que Thomas volte a vê-los e os ajudem a resolver o que ficou pendente.

O filme é muito gostoso de assistir, você mal percebe que já se passou uma hora e o filme mescla cenas emocionantes com cenas hilárias. Uma das minhas cenas preferidas, é de Thomas já adulto, dançando e cantando no meio da rua com seus amigos fantasmas, como quando era criança, ignorando todos na rua.

Algumas críticas da época descrevem "Heart and Souls" como "Um clássico instantâneo", "Cada momento é mágico", "A melhor comédia do ano" e "Robert Downey Jr. fez uma atuação digna de Oscar".

Robert está em uma atuação perfeita (sou suspeita, lembram?) e vale muito a pena assistir esse filme que te fará perceber que existem muitas coisas a serem vistas além do que você, realmente, vê.

Para ver o trailler do filme, clique AQUI. (em inglês)

Curiosidades:
  • O filme foi rodado entre dezembro de 1992 e março de 1993;
  • No Brasil e no Reino Unido, o filme foi lançado diretamente nas locadoras;
  • Por sua atuação, Robert Downey Jr. ganhou o prêmio de Melhor Ator da "Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films" em 1994;
  • Antes dos quatro personagens morrerem no acidente é ler no ônibus "4 Terminal";
  • Antes de morrer, o personagem Julia trabalhava como garçonete no clube "The Purple Onion". O lugar existe de verdade, fica em São Francisco e já recebeu comediantes como Phyllis Diller e os irmãos Smothers (Dick Smothers e Tom Smothers). Quando o namorado dela aparece, um rapaz apresenta no palco um monólogo de Bob Newhart e se veste como ele também. Na vida real, o ator Robert William Newhart vem a ser filho do próprio comediante. Até então foi a única vez que ele apareceu em um filme.
  • Marc Shaiman, um dos compositores da trilha do filme, faz participação como ator tocando piano.A música que se ouve tocado no saxofone, durante o encontro de Anne e Thomas no Barbados, é um arranjo da música "Heart and Soul".
  • Na carta do personagem Julia (Kyra Sedgwick) para John (Sean O'Bryan) o texto (numa tradução livre) diz o seguinte: "John, existem muitas coisas que eu gostaria de ter dito esta noite, mas de alguma forma saiu tudo errado. Eu estou voltando para casa porque quero estar com você. Eu espero que você me dê uma outra chance. Aconteça o que acontecer, por favor, saiba que eu sempre te amarei. Júlia."
(Fonte: Adoro Cinema)


27 de abril de 2014

Poema: "Nice Boy" - Marília Prata


There was a boy
Whose name was Nice
Not that he really was
But mainly because his heart was cold as Ice.
He didn’t know how or why
He didn’t know who or when
He did know something, though
He wanted all that to end.
So he made a tough decision
He went away from home
Walked around the world
And found a girl to call his own.
She was so sweet and perfect
And smelled like a rose
He liked to be next to her
And enjoyed to listen to her voice.
But, one day, the girl was gone
From the sky, the falling rain
The boy became really, really sad
In his chest, only pain.
Even though he tried
That felling wasn’t easy to forget
The girl he dreamed about had come and go so quickly
But had made a big mess.
So the Nice boy thought it would be better
To just go back home
Lock himself in his bedroom
Spend some time alone.
He cried a lot inside there
Bad thoughts in his head
This thing called Love
He would never want that back.


Sobre o Autor:
Marília Prata Marília Prata

A Melhor pessoa que você pode vir a conhecer nessa vida.

22 de abril de 2014

"Veneno" - Série Encantadas (2013)


Autor(a): Sarah Pinborough | Gênero: Ficção | Ano: 2013 | Páginas: 224 | Editora: Única Editora

Sinopse:
Em um reino distante, um velho rei precisa se ausentar para uma batalha, deixando sua bela filha aos cuidados de sua esposa, uma mulher sexy e de extrema beleza que foi obrigada a casar-se muito cedo e que aprendeu a tirar os obstáculos de sua frente tão logo apareçam.
Branca de Neve não queria que seu pai fosse para a batalha, ela já tinha problemas demais com sua madrasta. Ela não queria usar corpetes apertadíssimos e se portar como realeza, mas sim aproveitar a sua juventude e se divertir. Sozinha, na companhia apenas de seus estranhos amigos anões, ela sabe que haverá problemas.
A rainha não teria problema nenhum com Branca de Neve, desde que ela se portasse como uma dama e não como uma selvagem. Aproveitando a ausência do Rei, ela ensinará algumas lições a enteada, entre outras coisas, ela quer mostrar quem manda ali. Mas Branca de Neve não é do tipo “pobre mocinha”. Aliás, Branca de Neve não é do tipo ‘mocinha’, ‘princesa’, ‘esposa’. E esta disputa de forças irá abalar todos no reino. Seja um caçador de passagem, um príncipe desajustado ou os anões à margem da sociedade: quem escolher um lado pagará um preço muito alto pela ousadia!
Sexy, sarcástico e de prender a respiração!

Palavra da editora:
"Veneno é um livro tenro como uma maçã envenenada. Belo como os vilões costumam ser. Sarcástico como príncipes mimados. E sem finais felizes porque já estamos bastante crescidinhos! (E, ainda assim, é um dos finais mais chocantes da ficção atual!). Para fãs de séries de TV e histórias picantes e divertidas, Veneno é puro entretenimento!" – Mariana Rolier


Para começar, preciso dizer que sou muito, muito, MUITO chata e exigente com livros/filmes que prometem recontar uma história antiga de um jeito melhor ou diferente do original. 

Comecei a ler Veneno porque a sinopse é bem chamativa e promete um livro fantástico, sem finais felizes e muito diferente dos contos de fadas que estamos acostumados a ler. Pensei que seria algo ainda melhor que Once Upon a Time (era uma vez), mas me decepcionei bastante.

"Veneno" começa com uma conversa entre o Rei e Lilith, a rainha má, falando sobre Branca de Neve e como ela deve ser, como deve se vestir e como deve se portar. O capítulo também traz uma descrição sensual de Branca de Neve. Até aqui tudo bem, o livro promete uma leitura agradável.

A rainha não parece ter raiva de Branca de Neve só porque ela é linda e jovem. A mim, pareceu que a raiva da rainha emanava da liberdade que Branca de Neve tinha e ela não podia ter. Me pareceu que a Rainha tinha inveja da liberdade que Branca de Neve tinha de andar, falar, fazer e vestir o que quisesse enquanto ela foi obrigada a se casar cedo e ser uma esposa "obediente".

Ok, Branca de Neve não tem nada de moça casta e inocente, não é nada discreta ou pudica, mas e daí que ela é sexualmente ativa antes do casamento? E daí que ela surpreendeu o príncipe sendo ousada na cama? E daí? Esse seria somente um detalhe picante na história repaginada de Sarah, mas infelizmente´Branca de Neve se torna um personagem raso, ainda mais raso do que no conto de fadas original. Ela parece uma garota ingênua que gosta de despertar desejos nos homens e, no final, não lhes dá nada. Em certo ponto do livro, comecei a torcer pela rainha e desejar que Branca de Neve sofresse bastante.

Tudo bem, a autora adicionou pitadas de sensualidade na história, mas não era só isso que eu esperava do livro, porém é só isso que o livro nos trás, infelizmente. Tenho a impressão que a autora se perdeu entre as tarefas de recontar a história de uma maneira totalmente diferente ou ser fiel à detalhes originais. A Rainha se torna um personagem totalmente secundário, vazio e fraco, uma adolescente deprimida e invejosa, e Branca de Neve não parece se preocupar com mais nada além de comer e beber, seguindo a vida conforme os acontecimentos aleatórios da história.

O espelho não tem sequer um papel de destaque. Da maneira que foi colocado na história, se ele não aparecesse, não faria falta alguma, mas as poucas vezes em que é citado, não faz jus ao espelho manipulador e cínico da história original. 

A autora se prolonga em algumas cenas que não deveriam ter tanto destaque ou cuidado e, em outros momentos importantes, ela parece correr com a narrativa, como se aquele momento não fosse importante ou crucial na história. O capítulo em que o caçador vai arrancar o coração de Branca de Neve é um desses momentos sem dedicação e que são cruciais na história.

Há tanto "Afinal de contas" no livro que peguei um certo ódio pela frase "Afinal de contas".

E o que dizer do príncipe? Aparenta ser um boboca apaixonado, mas não é. O final do livro deixa isso bem claro. Acho que ele é o personagem mais bem trabalhado de todo o livro, o único personagem que parece ter ganhado um pouco de dedicação por parte da autora, tornando-se o meu personagem preferido do livro.

Talvez, eu esperasse muito do livro por ser uma adaptação de um conto de fadas famoso, mas fiquei decepcionada com a maneira que a autora conduziu a história. Se você vai recontar um conto de fadas famoso como "Branca de Neve e os Sete Anões", você tem que ter algo muito fantástico e incrível para contar e prender a atenção do leitor e não achei que a autora conseguiu fazer isso.

Esperava vilões ainda mais cruéis e sem escrúpulos, anões com características mais reais, princesas sofridas e alguma descrição de um reino macabro abalado pela disputa de forças entre Branca de Neve e a rainha. Esperava algo mais puxado para o terror e suspense. A ideia de reescrever um conto como esse é ótima, mas a autora não chegou lá.

Enfim, fiquei bastante decepcionada com o livro, mas até que o final foi satisfatório. Não é um livro de todo ruim, afinal consegui ler até o fim. A narrativa é leve e fluída, fácil de ler. Quem sabe, em "Feitiço", o segundo livro da série, a autora consiga colocar um pouco mais de liga em toda essa história.

Clique AQUI e baixe o primeiro capítulo disponibilizado pela Editora Unica.


20 de abril de 2014

Poema: "Ocean Blue" - Marília Prata


In this strange world
Lived a creative boy
He had a lot of hair
And a boat like toy.
Every day, after school,
He used to go to the beach
Put the boat inside the ocean
And, sometimes, even found a fish.
Then, one day,
Things happened kind of different
The little boy ran to the ocean
But came out of there pretty quickly.
Reaching home,
He said to his father
“There were two female eyes
Staring at me under the water”.
The man, careless,
Never answered the kid
“Go now to your room”, he ordered
“And you better be quick”.
Frustrated, the boy obeyed
And fell over his bed
Thought about what had happened
And, immediately, his cheeks went red.
“Oh, no”, he didn’t want to admit it
But that feeling was true
He was in deep love
For that eyes, on the ocean blue.
He waited, so
He waited until the night
His parents would be sleeping
And he’d be able to escape, living no sight.
Finally at the beach
The boy jumped into the water
A huge hand emerged from there
He just couldn’t look smaller.
That time, however,
He was decided to stay
He wanted to see that eyes again
No matter how long he would have to wait.
It took only a few minutes
For a beautiful girl appear
Waves forming her hair
And her blue eyes, they couldn’t be clearer.
The boy smiled
His heart beating fast
He wanted to talk to the girl
But didn’t know what to ask.
Timidly, then
He contemplated her eyes
Words wouldn’t be necessary
He had just realized.
Surrounded by the lady’s immense hand
He didn’t even remember his favorite toy
He was in love for the Ocean
And the Ocean, for the boy.
In the next morning,
A woman screamed loud
Her son had disappeared
Only a rejected boat, on the bedroom’s ground.


Sobre o Autor:
Marília Prata Marília Prata

A Melhor pessoa que você pode vir a conhecer nessa vida.

17 de abril de 2014

"Drácula" - 2013


Produtor: Carnival Films | Gênero: Drama, Terror | Ano: 2013 | Transmissão: NBC

Sinopse:
"A série mostra a chegada de Drácula a Londres, se apresentando como o empresário americano Alexander Grayson, que deseja trazer a ciência moderna para a sociedade vitoriana. Na verdade, ele apenas busca vingança das pessoas que destruíram sua vida séculos atrás. Há apenas uma circunstância que pode atrapalhar seus planos: ele encontra uma mulher que aparenta ser a reencarnação de sua finada esposa."

Antes de assistir a série, tive o cuidado de pesquisar bastante e ler algumas críticas para ter certeza de que não iria gastar meu tempo com uma série ruim e decepcionante, afinal essa coisa de vampiro já passou dos limites. Porém, para a minha tristeza, todas as sinopses que li diziam que Drácula era uma série fraca, sem possibilidade de continuação e CHATA. Algumas resenhas chegam a dizer que a série é uma mistura de Frankenstein com Matrix e uma pitada de Dan Brown e que toda a tecnologia envolvida e as citações durante os capítulos eram coisas demais para entender ou captar.

Enfim, as resenhas eram tão negativas que eu resolvi arriscar e assistir de uma vez por todas, afinal, é John Rhys Meyers no papel principal e o que pode ser ruim com John Rhys Delicia Meyers?

A série estreou nos EUA no dia 25 de Outubro de 2013 atraindo 5,3 milhões de espectadores, caindo para os 3,4 milhões no segundo capítulo. Aqui no Brasil a série estreou dia 13 de Março pelo canal Universal Channel e em seu primeiro episódio, mostra o "renascimento" bizarro, levemente vergonhoso e de efeitos especiais duvidosos de Drácula. O cientista Abraham Van Helsing encontra sua tumba e o alimenta, logo em seguida, a cena é cortada e Drácula se transforma no empresário americano Alexander Grayson que trás para a Sombria Londres uma tecnologia elétrica inovadora para iluminar a cidade.

Sou altamente suspeita pra falar sobre séries de época e como Drácula se passa na segunda metade do século 19 e tanto a direção de arte como a fotografia são fascinantes, me fizeram continuar, capítulo após capítulo e logo no primeiro capítulo, conhecemos a reencarnação da falecida esposa de Drácula. Agora, ela se Chama Mina Murray e está envolvida com o Jornalista Jonathan Harker que acaba aceitando trabalhar para Grayson e aos poucos é manipulado por ele.

Apesar de todos os disfarces, Alexander Grayson e o médico cientista Abraham Van Helsing armam toda essa estratagema para se vingar das pessoas extremamente poderosas que destruíram suas famílias há muito tempo e que fazem parte de um grupo intitulado "Ordem do Dragão" que manda e manipula a alta cúpula de Londres e é por isso que Grayson investe em eletricidade livre, de modo que a Ordem, que controla as reservas de petróleo do mundo, vá à falência .

Não podemos esquecer, é claro, da caça vampiros mais estranha dos filmes/séries de vampiros, Lady Jane. Aparentemente, Lady Jane tem uma vida dupla, a que ela mostra a todos e a de caça vampiros cheia de golpes fantásticos e artes marciais sem despentear o cabelo, lógico.

Jonathan Harker é o típico mocinho que você começa amando e não quer que ele termine com Mina ou entre em certas enrascadas porque ele é perfeito, doce e bonito, mas conforme você vai assistindo a série você vai pegando ódio e ver a cara dele é até irritante.

Já Mina Murray começa irritante e vai assim até o final, com grandes pitadas de burrices, curiosidades e cegueira momentânea, já que ela não veria as traições nem se estivessem escancaradas a um palmo de distância do nariz dela.

A série tem seus pontos positivos e negativos. Em alguns momentos tenho vergonha alheia por certos personagens, em outros, acho que eles vão evoluindo conforme os capítulos vão passando. A frase que mais define a série é "Drácula é ridículo, insano e completamente fascinante".

Assisti ao ultimo capítulo esperando uma explosão de segredos, revelações e novidades, porém isso não aconteceu. Minha vontade é de contar o final pra vocês, mas não posso, não sou uma chata dos Spoillers, mas a impressão que me deu é de que, Drácula, é uma série de somente uma temporada. Uma série escrita para ter 10 capítulos e nada mais, nada menos. Tem começo, meio e fim. 

Fico imaginando, caso a confirmação da segunda temporada seja mesmo verdadeira, o que vão colocar a mais na história, já que tudo termina no décimo capítulo da primeira temporada.

Ainda assim, é uma série legal. Você não precisa pensar muito e também não se envolve demais com os personagens, exceto Renfield, o meu favorito. Se você gosta de filmes de época, ciência barata e efeitos especiais duvidosos, veja Drácula, afinal, tem John Rhys Meyers.

Pequenas alegrias finais:
  • Grayson parecer o herói quando, na verdade, está longe de ser um;
  • As roupas, os cabelos, a época sombria de Londres;
  • Grayson não ser o vampiro cheio de remorso e mimimi não vou matar humanos. Ele mata e ponto final;
  • Renfield;
  • Mortes, mortes, sangue!!

Pequenas irritações finais:
  • A vergonha alheia que sinto todas as vezes que Grayson leva grandes choques elétricos para tentar fazer seu coração bater;
  • O tempo que Harker demora para perceber que Mina e Grayson tem alguma coisa;
  • A luta de Grayson e o caça vampiros no telhado;
  • A NBC ter barrado o salário de John enquanto os 10 episódios da série estavam sendo gravados, já que ele se tornou um problema para o canal americano NBC, que exibe o programa, por seu vício em álcool e uso de substâncias ilegais;
  • O ultimo capítulo.

10 de abril de 2014

"Como Eu Era Antes de Você" - Jojo Moyes

Autor(a): Jojo MoyesGênero: Drama/Romance  | Ano: 2013 | Páginas: 320 Editora: Intrínseca


Sinopse:
"Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro."


Will era um homem ativo, amante das aventuras e cheio de vigor. Sua vida muda completamente quando ele sofre um acidente que o deixa tretaplégico. Dois anos depois, Louisa, que havia acabado de perder seu emprego no café que amava trabalhar, recebe uma proposta de emprego como cuidadora para um deficiente e, mesmo sem experiência e sem saber para quem vai trabalhar, acaba aceitando o emprego. 

O primeiro capítulo narra o acidente de Will que acontece dois anos antes dele conhecer Louisa, uma garota simples, sem perspectivas e pacata que aceita o emprego de cuidadora de um tetraplégico, no caso, Will. Já no primeiro dia, a relação deles não começa bem e Will faz um show, dando a impressão de ser uma pessoa que ele não é, nem de longe.

Conforme os capítulos vão passando e Louisa vai sendo mal tratada pelo mau humor de Will, você chega a pensar que ela vai mesmo largar o emprego e seguir com a sua vida. Só que Louisa decide continuar, afinal é um contrato de apensa seis meses e depois ela ficaria livre dele de uma vez por todas.

“Outro som pré-histórico emergiu de algum lugar próximo a seu peito. Era um som terrível, agonizante. Tentei não vacilar. O homem fez uma careta, sua cabeça balançou e afundou em seus ombros enquanto ele começou a me encarar através de feições distorcidas. Parecia grotesco e vagamente irritado. Percebi que na mão em que eu segurava minha bolsa os nós dos meus dedos ficaram brancos. (...) “Meu Deus”, pensei. "Não estou pronta para isso.”

Aos poucos, ela e Will encontram coisas em comum, ele mostra a ela um lado da vida que ela sequer imaginava que existia. Lhe dá livros diferentes pra ler, filmes que ela jamais sonharia em assistir e assim, eles vão ficando cada vez mais próximos.

Justamente neste período, Louisa descobre um dos maiores segredos de Will (que eu queria contar loucamente pra vocês, mas não posso porque é feio ficar dando spoiller das coisas) e a partir desse dia, ela tenta mudar de qualquer maneira a decisão já tomada por ele e o que ele deseja fazer com a própria vida. A partir daí, ela passa a querer ser a pessoa que vai fazer Will mudar de ideia, a pessoa que pode fazer a diferença e tenta, de todas as formas que ela conhece, fazer com que ele veja que existem coisas muito melhores fora da casa que ele nunca sai. Assim, Louisa começa a levar Will primeiro ao jardim de sua casa, depois o leva pra almoçar, para passear pela cidade e o ápice de toda essa empreitada é conseguir levar Will em uma viagem. Só ela, Will e Natham, o enfermeiro.

Em algum momento da madrugada eu me levantei, tirei delicadamente minha mão da de Will, fechei as portas envidraçadas, abafando o quarto no silêncio. Will dormiu — um sono audível e calmo que ele raramente tinha em casa. Não dormi. Fiquei lá, olhei-o e procurei não pensar em mais nada.”

Algumas pessoas dizem que o livro é uma “leitura pesada”, pelo contrário, achei leve, fluida, rápido de ler e terminei na mesma noite em que comecei. O final do livro é previsível e eu li com lágrimas nos olhos.  Logo no começo, você já sabe o que vai acontecer, mas a curiosidade de saber se aquilo que você achava que iria acontecer acontece mesmo ou não, te fez continuar lendo.

Jojo moyes tem essa narrativa bem feita, sem atacar com detalhes demais e fala sobre dor de uma forma que eu não tinha lido antes. Ela não fala somente da dor de uma pessoa que era ativa, que tinha muita vida dentro de si e, devido aos acontecimentos, se torna alguém dependente e triste, mas fala da dor de uma pessoa que não quer ser mais nada além do que ela já é, alguém que não precisa de aventuras, de novidades, alguém que está conformado em ser quem é e se sente bem com aquilo. 


Enfim, é um bom livro e é diferente do que todo mundo está lendo. Bem escrito e cativante, "Como eu era antes de você" faz com que você acabe gostando de Louisa, porque ela é uma garota comum como você e eu, um pouco boba e sem sonhos, mas comum como todo mundo e ainda te faz adorar o cinismo inteligente e o mau humor de Will.


 
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